segunda-feira, 31 de agosto de 2009

zona de ficção

DEIXEI DE SER CINZA


Hoje esta normal, o dia bem ordinário como os outros. Branco embaçado, eu aqui parado com o olhar diferenciado e um tanto atento, em cima desse concreto cinza.

Mas um movimento em meio a esta monotonia, muda minha observação. Ao longe, em meio a carroças sem cavalos, uma cor cruel, e particularmente não me traz boas lembranças. Só que aquela mulher com cabelos estava em outro lugar, um sorriso de morango, mudando aos poucos, todos que passavam por ela.

E quando me dou conta tudo esta da cor do sorriso da Dama, e com a cor de seus cachos. Tudo e todos bem humorados, barulhos desconcertados, e eu parado por alguns segundos fui também tomado, e meu corpo cinza foi avermelhado da eternidade de ser lembrado dos pés a cabeça concretizado e enforcado, meu coração ouvi.

Tocou o sino. Agora são dez e vinte da manhã, estou outra vez parado, acinzentado e concretizado, de frente pra justiça e de costas pro poder, porém, agora tudo ficou mais vermelho.

Onde será que ela está?



sebastiancaetano

domingo, 30 de agosto de 2009

bons ventos

poesialivreliberdadeprasonhar
coisasfeitascomexpressão,
acadapassonoar
opensamentovoa
voa
folhassecasmarcamnotempo
mãenaturezapedesocorroemmovimento
criançasquenãosabemmaisbrincar
praconseguircomida,precisamatareroubar
ignoranciaquerodeiaacriatividadealheia
seassemelhavirapoeira,ignoranciaquerodeia
filosofiadeestradacorrida
anossahistóriavaificandoregistradaebemescrita
achuvaboafoilavoumeuspensamentos
osolfaloupramim,issoésinaldebonsventos

SEBASTIANCAEATNO