DEIXEI DE SER CINZA
Hoje esta normal, o dia bem ordinário como os outros. Branco embaçado, eu aqui parado com o olhar diferenciado e um tanto atento, em cima desse concreto cinza.
Mas um movimento em meio a esta monotonia, muda minha observação. Ao longe, em meio a carroças sem cavalos, uma cor cruel, e particularmente não me traz boas lembranças. Só que aquela mulher com cabelos estava em outro lugar, um sorriso de morango, mudando aos poucos, todos que passavam por ela.
E quando me dou conta tudo esta da cor do sorriso da Dama, e com a cor de seus cachos. Tudo e todos bem humorados, barulhos desconcertados, e eu parado por alguns segundos fui também tomado, e meu corpo cinza foi avermelhado da eternidade de ser lembrado dos pés a cabeça concretizado e enforcado, meu coração ouvi.
Tocou o sino. Agora são dez e vinte da manhã, estou outra vez parado, acinzentado e concretizado, de frente pra justiça e de costas pro poder, porém, agora tudo ficou mais vermelho.
Onde será que ela está?
sebastiancaetano
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
bons ventos
poesialivreliberdadeprasonhar
coisasfeitascomexpressão,
acadapassonoar
opensamentovoa
voa
folhassecasmarcamnotempo
mãenaturezapedesocorroemmovimento
criançasquenãosabemmaisbrincar
praconseguircomida,precisamatareroubar
ignoranciaquerodeiaacriatividadealheia
seassemelhavirapoeira,ignoranciaquerodeia
filosofiadeestradacorrida
anossahistóriavaificandoregistradaebemescrita
achuvaboafoilavoumeuspensamentos
osolfaloupramim,issoésinaldebonsventos
SEBASTIANCAEATNO
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